O que o anonimato na rede tem a ver com a democracia e com a biopolítica?
Os rastros digitais, os controles de movimentos nas redes realizados pelas grandes corporações visam a ampliação do monitoramento dos hábitos dos seus possíveis consumidores. Formas de comportamento e gostos nascem de opções estéticas baseadas na desgastada ética do progresso e da subordinação da natureza. Enquanto as multidões conectadas praticam a estética da liberdade e do ativismo contra a apropriação privada dos diversos códigos do conhecimento, defendendo a sustentabilidade dos espaços culturais e naturais comuns, articulam-se ações do poder constituído para eliminar o anonimato e implantar uma informática de dominação que coloca em risco a idéia de democracia e o direito das gerações futuras à liberdade e a diversidade ambiental do planeta.
- Debatedores : Lena Zúniga , Mário Teza , Pedro Rezende e Marijane Lisboa
11/11/2007 paulo



